Se valorizassem mais o ofício dessa profissão, dando a ela todo o respaldo que lhe é cabível, investindo numa capacitação condizente com a realidade de cada grupo escolar, olhando com zelo e otimismo o aluno desde a pré-escola, com certeza, estaríamos formando um cidadão consciente, capaz e responsável. Consciente de que "droga" é uma droga; capaz de sustentar a sua posição perante ela e, mais ainda, de argumentar com veemência sobre o seu poder maléfico; e responsável até mesmo na hora de escolher seus representantes.
Mas para quê? O Estado deve ter outras preocupações... Os presídios abarrotados, milhares de menores infratores, o consumo desenfreado de drogas, a segurança pública agonizando, isso tudo são sinais de que o princípio básico de uma sociedade está abalado: a educação.
Quem sabe um dia teremos uma escola voltada não só para a educação teórica, mas empírica também, onde poderemos fazer uma leitura universal daquilo que particularmente envolve cada ser humano, com suas problemáticas e seus anseios, transparente e interdisciplinar, capaz de reformular o conceito de aprendizagem para que o aluno seja visto, desde cedo, como multiplicador da ética e da cidadania, desvinculado das drogas e do abandono.
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