domingo, 21 de novembro de 2010

A vida também é feita de Poesias!!!


"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto..." William Shakespeare.

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Carlos Drumond de Andrade.

"Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida." Fernando Pessoa

"Dizem que o que precisamos é um sentido para a vida. Penso que o que precisamos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos". J.Campbell

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Paul McCarteney in Porto Alegre - 07/11/2010

Emocionante. Paul McCartney veio a Porto Alegre para encantar os gaúchos, definitivamente. De terno roxo, camisa branca, calça preta e os característicos suspensórios, Paul esbanjou uma performance invejável no palco montado no estádio Beira-Rio e arrebatou o público com seu gauchês:
“Mas, bah, tchê!”, “Trilegal” e o famoso “Ah, eu sou gaúcho” foram as expressões que Paul intercalou com “Obrigado, Brasil” e “Obrigado, Porto Alegre” e que serviram para que ele conquistasse de vez a simpatia do público gaúcho.
Após as 10 primeiras músicas e quase 50 minutos de show, o público se esbaldou no romantismo de My Love.
– Escrevi esta música para minha gatinha. Mas hoje ela é para todos os namorados – disse o ex-beatle, arrancando suspiros da plateia, enquanto casais se abraçavam e dançavam.
John Lennon e George Harrison foram lembrados por Paul McCartney em dois momentos emocionantes do show.
Ao cantar Here Today – no palco, só ele e o violão – Paul declara seu amor ao amigo John. A canção, do disco Tug of War (1982), é um lamento comovente, dedicada ao ex-beatle assassinado em 1980. “Eu escrevi esta música para o meu amigo John”, diz Paul.
Em Something, Paul homenageou George. Fotos do amigo apareceram no telão durante a música, composta para o álbum Abbey Road (1969).
Após um show pirotécnico e o costumeiro fogo do rock’n roll no palco, o ex-beatle, que já tinha ganho o público desde o primeiro acorde, fez os gaúchos o reverenciarem com, talvez, a mais clássica de todas as canções do show: Hey Jude.
Não é qualquer músico que, após mais de 2h30min de espetáculo, finaliza uma apresentação explodindo em êxtase dezenas de milhares de pessoas e volta para o bis com a disposição de quem está recém iniciando a noite. Day Tripper, Lady Madonna e Get Back em sequência fez o gramado e arquibancadas do Beira-Rio se transformarem em uma pista de dança. Palmas, mãos pra cima, sorrisos largos. Os fãs queriam, de qualquer maneira, interagir com sir Paul.
Mais uma breve pausa e a volta para o segundo bis, com Yesterday e Helter Skelter criando um misto de lágrimas e ranger de dentes. Lágrimas, pois Paul, ao primeiro acorde do violão de Yesterday, faz com que a mente voe para o sentimento mais secreto. O ranger de dentes fica evidente quando a cabeça de milhares de fãs sobe e desce — um dos gestos clássicos do rock pode até parecer analogia em reverência a um dos homens que revolucionaram o estilo.
Após cerca de 3h de espetáculo, era a vez de dar tchau. Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi a escolhida para o adeus. Se assitir Paul McCartney na Capital começou como um sonho, um desejo quase impossível de ser realizado, fica na fala final de “macca” o pensamento não apenas de uma noite antológica, mas um novo sonho.
— Obrigado, Porto Alegre. Até a próxima – disse Paul.
Nós que agradecemos, Paul. Volte sempre.


Fernando, Juliano, Guilherme, Cristiano e Lena

domingo, 17 de outubro de 2010

Mudanças...


“É preciso que tudo mude para tudo ficar na mesma.” Giuseppe Tomase di Lampedusa
” Temos de nos ajustar à mudança dos tempos e ainda assim conservar princípios imutáveis.” Jimmy Carter
“A mudança em todas as coisas é desejável.” Aristóteles
“Crescimento significa mudança, e toda mudança implica o risco de passar do conhecido ao desconhecido.” George Shinn
“É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos.” Rudolf Dreikurs
“Ninguém pode mudar a própria natureza, mas todos podem melhorá-la.” Ernst von Feuchtersleben
“Nós devemos ser a mudança que desejamos ver.” Gandhi
“Prometer uma mudança, afinal de contas, reduz-se a mentir, por muito respeitável que seja quem promete” Fiodor Dostoievsky
“Todos pensam em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.” Leon Tolstoi
“Mude seus pensamentos e estará mudando o seu mundo.” Norman Vincent Pearle
“Mude. Mude. Mas comece devagar. Porque a direção é mais importante do que a velocidade.” Edson Marques

DESpedir-SE


Despedir-se é de alguma maneira deixar-se um pouco com alguém, ou com alguma situação. Despedir-se é assim doar-se também, porque há que se desapegar muito para conseguir dizer adeus a pessoas, momentos, condições estabelecidas, apegos e até aos medos, porque os medos que nós conhecemos são mais fáceis de lidar do que os novos medos. Despedir-se é também um luto que deve ser elaborado para que a gente não passe o resto da vida tentando reproduzir aquela situação ou aquela determinada sensação. Despedir-se é um movimento constante porque estamos sempre nos despedindo de alguém, de uma situação, de um trabalho, de uma condição. Nos despedimos da infância, da adolescência, da figura dos pais heróis, dos pais que só têm defeitos, dos amigos inseparáveis, dos colegas de trabalho, dos amores eternos, das namoradas safados, das românticas, das confusas, das tias velhas que se vão partindo, das avós, dos avôs, dos empregos, dos casamentos... estamos sempre nos despedindo...

Mas, graças a Deus, a consequência imediata das despedidas é o encontro! Aliás, só é possível haver encontro se há despedida, afinal, um não existe sem o outro. E que maravilha que é encontrar pessoas novas, ou velhas pessoas novas, novos velhos amigos, ou novos amigos novos mesmo. Reencontros também são encontros em essência. E as coisas novas só chegam porque deixamos espaço vazio para que elas cheguem nos despedindo das antigas... E vêm os novos ares, os novos rumos, os novos amigos, os novos amores, os novos pais, os novos filhos, sobrinhos, empregos, colegas...
Conviver não é fácil, mas é uma delícia. Despedir-se não é fácil, mas é igualmente uma delícia. E encontrar a vida cheinha de possibilidades pela frente, com pessoas velhas e novas, com lembranças antigas e conquistas novas, com todo aquele caminho que já percorremos nos amparando lá atrás e com os pés soltos para correr, andar, parar, pular, ir devagar, voltar ou não, essa liberdade que se sente quando se consegue se despedir de verdade é uma grande delícia! E, pensando bem, temos esta possibilidade todos os dias quando acordamos e temos um dia cheio de possibilidades, novas ou velhas, é só escolher quais queremos encontrar ou nos despedir.
E aproveitando que estamos no meio de outubro, mês em que a primavera vem nos presentear com suas cores e luzes, para contrapor o recolhimento e o frio do inverno, vamos escolher bem nossos próximos passos em relação ao que deixaremos para trás e o que escolheremos encontrar pela frente!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amizade



“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
(...) Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...) Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...) Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar Wilde







Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

Mário Quintana









Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SAUDADE...


Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector



Saudade...
(Pablo Neruda)

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido

sábado, 4 de setembro de 2010

EXPANSÃO LEXICAL

COMPOSIÇÃO SINTAGMÁTICA:
Caracteriza-se por envolver no processo composicional vários elementos frasais e não necessariamente apenas dois. Os integrantes de um segmento frasal que constituem uma composição sintagmática encontra-se numa relação sintática íntima, tanto morfológica quanto semanticamente, de forma a constituírem uma única unidade lexical. Em geral, a estrututa encontra-se em vias de lexicalização, por isso não costuma aparecer unida por ífem.
Ex.:
Ele levou uma camaçada de pau.
Você e sua família são nossos convidados para virem com mala e cuia.

Abraço de Tamanduá
Sinônimo de traição ou deslealdade.O tamaduá se deita de barriga para cima e abre os braços. o inimigo, ao se aproximar, é surpreendido por um forte abraço, que o esmaga.






Estômago de Avestruz

Aquele que come qualquer coisa. O estômago do avestruz é dotado de poderoso suco gástrico que é capaz de dissolver até metais.









O Canto do Cisne

São as últimas realizações de alguém. Antigamente, dizia-se que o cisne emitia um lindo canto quando estava prestes a morrer.





Lágrimas de Crocodilo

É uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima.







Memória de Elefante

O elefante lembra de tudo o que aprende, motivo por que é uma das principais atrações do circo. Por isso, dizem que as pessoas que lembram de tudo têm a memória do bichão.






Olhos de Lince

Os filhotes só abrem os olhos com dez dias de vida. Em compensação, quando crescem, os linces têm uma visão apurada. Os povos mais antigos acreditavam que esses animais conseguiam enxergar através das paredes. Ter olhos de lince significa enxergar longe.



Adaptação: Fernando Caiel "O Peso das palavras"
Onice Flores/Isabel Vernes